Opinião

Obrigado, mãe (Opinião)

Fernando Santos Marques. “Mães há muitas. E comemorações também. Pois como o Natal, este dia é quando o Homem quiser.”

Mães há muitas!

E no primeiro domingo do mês de Maio, que este ano será o primeiro dia do mês, comemora-se o Dia da Mãe. No Brasil a Mãe celebra-se no segundo domingo do mês de Maio. Tal como na grande maioria dos países europeus, nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, África do Sul, Turquia e China. Noutros países, comemora-se noutras datas… Na Noruega é no segundo domingo de Fevereiro, no Egipto a 21 de Março, na Rússia a 8 de Março, na Grécia no dia 7 de Abril, na França e na Suécia no último domingo de Maio, na Índia no início do mês de Outubro, … etc, etc.

Afinal, e como estávamos dizendo, mães há muitas. E comemorações também. Pois como o Natal, este dia é quando o Homem quiser. Ou melhor, quando o filho quiser.

Contudo, só uma “Mummy” é nossa. A nossa “Nai”, como dizem os galegos. Simultaneamente fortaleza e porto seguro.  Farol, colo e aconchego. Enfim, o nosso consolo permanente.

Em todas as nossas mães há um misto de “mãe guerreira”, de “mãe-coragem” de Brecht[1] e de “mãe-galinha” super-protectora e que pretende guardar os filhos permanentemente debaixo das suas asas. Há também a “mãe-preocupada”, sempre ansiosa com os dramas dos descendentes, mesmo quando eles não existem senão na sua cabeça, e a mãe-coruja, babada e orgulhosa dos seus filhos. Mas há também Maria de Nazaré, que os cristãos – quer sejam da Igreja Católica Romana, das Igrejas Ortodoxas, Anglicana ou Luterana – acreditam que sendo mãe de Jesus, é também “Mãe de Deus e dos Homens”, tendo sido continuamente venerada desde o início do Cristianismo.

E porque são os filhos que fazem de todas estas mulheres as mães que comemoramos neste dia, queremos TODOS ser queridos para a Mãe.

Soltemos pois vivas à nossa Mãe. A “Mãe querida” que também cantava Ágata, Tony Carreira, Luis Filipe Reis, Romana, Armando Gama, Valentina Torres e Tó-Zé Morais, em meados dos anos noventa do século passado[2]. Seja ela mais ou menos bela, mais ou menos madura, mais ou menos inteligente. Será sempre a nossa mãe. Preocupada, doce e … perfeita!

Porque a nossa ascendência é a nossa maior riqueza, o amor materno, diferente de todos os outros no mundo, que tudo ousa e tudo perdoa, porque incondicional, deverá ser sempre objecto da nossa gratidão. Afinal, e pegando noutro provérbio, “a uma mulher não se bate, nem com uma flor”. Portanto a uma Mãe nem sequer se levanta a mão. Excepto se o filho se chamar Afonso e a mãe Teresa!…

Recordando Sófocles, para quem “os filhos são para as mães as âncoras da sua vida”, neste Dia da Mãe deveremos comemorar a beleza da natureza. E agradecer o seu ombro amigo que nos suporta em todos os momentos. Antes que estejamos sós. Sem o afecto de quem nunca desiste de nós.

Para terminar, ao retomar a ideia inicial e porque somos todos filhos da mãe, se é verdade que mães há muitas, a verdade é que só uma é nossa. E essa será, com toda a certeza, a melhor mãe do mundo!

Para a minha, um beijinho especial.

[1] Peça de teatro do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, intitulada “Mãe Coragem e Seus Filhos” (no original “Mutter Courage und inhre Kinder”), considerada como uma das mais importantes peças de teatro contra a guerra.

[2]  A música “Mãe Querida”, da autoria de António Manuel Mateus Antunes, mais conhecido por Tony Carreira, é datada de 1994 e foi incluída no álbum “Adeus Amigo”. Este disco é o quarto álbum de estúdio a solo do cantor, tendo sido editado pela editora Espacial. O título é uma homenagem ao cantor Dino Meira.

Fernando Santos Marques
Colunista da Tomar TV

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