Economia Golegã

Caixa Geral de Depósitos: Fecho do balcão da Golegã “seria inaceitável”

Rumores de que o balcão da Golegã estaria na iminência de encerrar motivam reação do presidente da Câmara. “Seria inaceitável”, diz.

O fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD), negociado pelo Governo com Bruxelas para aprovação do plano de recapitalização do banco público, tem causado celeuma um pouco por todo o país. Na região do Médio Tejo, os rumores incidiram, nas últimas semanas, sobre o balcão da Golegã, que seriam um dos que estavam na calha para serem encerrados.

No entanto, Rui Medinas, presidente da Câmara Municipal da Golegã, revela esta terça-feira estar a interceder junto dos agentes políticos para impedir o fecho da unidade da CGD no concelho: “Desenvolvi um conjunto de iniciativas para manifestar a oposição da Câmara Municipal a tal decisão, também porque seríamos o único concelho do distrito de Santarém a não ter um balcão do banco público. Tal seria inaceitável”, refere.

Atualmente, a estratégia do banco público assenta numa lógica de ter pelo menos um balcão por cada concelho. É nessa premissa que assenta a reação do autarca da Golegã, integrada num comunicado enviado às redações. Rui Medinas critica a decisão e enaltece as informações mais recentes de que, afinal, a CGD continuará a marcar presença em todos os concelhos. Paulo Macedo, o atual gestor, terá mudado de planos, refere o jornal Público.

“Acreditamos sinceramente que depois de tais declarações [do Presidente da República e do primeiro-ministro], e do alcance que as mesmas irão ter junto do Conselho de Administração da CGD, não haverá nenhum concelho em Portugal sem um balcão do banco público. É esta a nossa convicção”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal da Golegã.

Recorde-se que, de acordo com o Correio da Manhã de 16 de março, o balcão da Golegã seria um dos casos em que a administração da CGD ainda teria dúvidas quanto ao encerramento. Foi, aliás, um dos casos a motivar mais perguntas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, por parte do PSD, CDS e até do próprio PS, segundo avançava o Público esta segunda-feira.

Agora, o plano da administração da CGD será outro: além de cortes no número de trabalhadores, a Caixa deverá encerrar alguns balcões em sedes de concelho, mas mantendo sempre o critério de uma agência por cada município.

Imagem ilustrativa, por Wikimedia Commons.

Flávio Nunes
Flávio Nunes
Jornalista, diretor-geral e co-fundador da Tomar TV.
http://tomartv.com

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *