Cultura

Diretora do Convento de Cristo acusada de desvio de funcionários

O programa “Sexta às 9” da RTP1 denunciou esta noite vários casos que envolvem Andreia Galvão, diretora do Convento de Cristo.

A RTP 1 emitiu esta noite uma investigação na qual foram denunciados os estragos alegadamente provocados pela rodagem do filme “O homem que matou D. Quixote”. Entre os estragos estão o corte de árvores, cantarias partidas e telhas destruídas. Foram ainda revelado factos graves referentes ao funcionamento do mais importante monumento da cidade templária.

Os alegados rastos de destruição ocorridos durante a rodagem da nova comédia de Terry Guilliam foram alvo de críticas por parte de antigos diretores deste monumento, classificado pela Unesco como Património da Humanidade.

Também na reportagem são apresentados testemunhos de funcionários e ex-funcionários do convento (sob anonimato) que referem possíveis desvios nas receitas de bilheteira, bem como o alegado desvio de funcionários do monumento para serviços em obras privadas da diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão. Entretanto, a diretora do monumento rejeitou as acusações.

A Tomar TV teve acesso a imagens exclusivas do interior do Convento durante a rodagem do filme:

Atualizado com ligação para rejeição das acusações por parte de Andreia Galvão.

Tomar TV
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Redação da Tomar TV.
http://www.tomartv.com

14 thoughts on “Diretora do Convento de Cristo acusada de desvio de funcionários

  1. Concordo com o que aqui li há dias:
    “PORTUGAL É UM PAÍS RICO… O QUE TEM É LADRÕES (E LADRAS) A MAIS”!
    E não é verdade? E o que disse o holandês: “Não é verdade”?

  2. – A vergonha neste País por aqueles que não têm vergonha alguma… continua. Impàvidos e serenos estamos nós a assistir a mais entre muitas vergonhas que se passa neste País e, toda a gente fica impune. Só o ladrão que roubou uma banana para comer é que vai preso! – Já é tempo de se fazer justiça. CHOÇA com eles.

  3. Finalmente é Bom que se faca Justiça neste País é para justificar a minha resposta vou apresentar a minha ocorrência aquando uma das visitas feitas ao Convento, já não posso precisar a data concreta do Ano em que isto aconteceu mas, possivelmente já deveria ser esta senhora que estava comi diretora do Convento contudo se as coisas correm legalmente o meu registo e reclamação no dito Livro de Reclamações ficou lá, contudo contato e resposta, ainda hoje estou a espera dela é reparem isto possivelmente já lá vai talvez uns oito anos, já nem tenho a certeza!!!
    Então vou passar a relatar:
    Eu é minha restante Família (Marido e Filhas) fomos visitar o Convento, tiramos bilhetes para visitar tudo, pôr em depois de estarmos dentro, foi-nos impedida a entrada ao celebre “salao” isto porque estava la alguém a tocar, a actuar, particular… A todos os Turistas foi então vedada essa viu te é pudemos vê-lo mas, simplesmente cá de cima, portanto da varanda. Sabendo a gerência desta situação, não tinham nada que cobrar a visita ao mesmo salão e para melhor esclarecer, os valores cobrados são diferentes, são mais caros para que visita o dito salão.
    Achando eu é minha Família que estavam os a ser pesados, reclamei junto aos guias que nos acompanhavam. Claro, não era nada com eles e então reportaram o assunto para a Direção. Peço então para ser atendida pela dita diretora o que não parecia ser muito fácil mas, através de algumas ameaças de que iriamos avançar com queixas, então a senhora la aparece.
    Bom, e é ai que eu quero chegar com a minha expisicao, devo dizer-vos de que foi um atendimento nada digno de uma Diretora, tratou-nos a baixo de cão, foi de uma petulância nada digna de quem ocupa um cargo desses alias, uma das minhas queixas tambem, em livro de Reclamações. E, meus Senhores, o que aconteceu ate hoje?… Nada. Simplesmente, nada. Reparem que um Livro que obriga qualquer entidade Privada a responder perante a Lei e aqui neste caso, Instituição de Caracter Publico, nada apareceu, nada se fez…
    Só para terminar o meu testemunho, fico finalmente Feliz, porque penso tratar-se da mesma senhora (não sei se repararam já, o tratamento dirigido à pessoa é sempre em letra minúscula) e finalmente tudo se descobre, tudo tem um fim.
    Para um sitio destes sem duvida, tem que se ser Afável, Acolhedora, Simpática, isto no que respeita aos Visitantes.
    Tenho dito.
    Obrigado.

    1. Eu conheci de perto esta senhora que era amiga de uma amiga minha. Está neste cargo porque a irmã dela era diretora também de qualquer coisa de cultura A Simuneta qualquer coisa que não me lembro. Sei que na altura era completamente louca, chanfrada e mal educada. O problema é que “os tachos” são sempre dados aos amigos e familiares destes gulosos todos e nós ficamos sempre a ver estas situações acontecerem.

  4. Movimentações de tal monta e verbas elevadíssimas decorrentes do aluguer do espaço não estão evidentemente na alçada do poder de decisão da directora. Muito provavelmente, terá ela colhido autorização da SEC, senão mesmo do próprio ministro. O escândalo deve ter consequências em conformidade.

  5. Na área dos monumentos nacionais também deve haver fiscalização. É inadmissível que esta directora não tenha cumprido com o dever inerente à função pública, neste caso, o de velar pelo património nacional. Aonde andam as autoridades deste país para fiscalizar e evitar estes abusos???? Porque é que com tanto avanço tecnológico ocorrido nas últimas décadas ainda não tem implementado um sistema que evite os desvios nas receitas nas bilheteiras e quaisquer outras práticas ilícitas????

    1. No comentário que fiz anteriormente, aonde se lê: «um sistema que evite os desvios nas receitas nas bilheteiras e quaisquer outras práticas ilícitas» deve ler-se:
      «um sistema (adaptável para qualquer monumento nacional, com cobrança de entrada) que proteja contra possíveis desvios nas receitas de bilheteira e quaisquer outras possíveis práticas ilícitas»

  6. Será que as pessoas se esquecem que a realização do filme, trouxe benefícios para a economia local.
    Será que tudo vai atrás de umas guerras as quais devíamos deixar resolver pelas entidades competentes e não meter tudo no mesmo saco.
    Será que Tomar não tem outras preocupações?

    Transcreve-se um a parte daa Publicação do realizador do filme

    “Terry Gilliam: “Tudo o que fizemos foi para proteger” o Convento de Cristo
    4 de Junho de 2017

    “Tudo o que fizemos foi para proteger o edifício de danos… e fomos bem sucedidos.” É assim que reage o responsável pelo filme rodado no Convento de Cristo no mês passado face à polémica da alegada destruição deixada no monumento.

    Terry Gilliam, realizador do filme “O Homem que Matou D. Quixote” e um dos fundadores do grupo de comédia britânico Monty Python, escreveu na sua página no Facebook que “árvores não foram cortadas e pedras não foram partidas”.

    “Não houve nada de desrespeito envolvido. As pessoas deviam começar por obter os factos antes de entrarem em histeria”, concluiu o conhecido realizador, não sem antes indicar que o Convento de Cristo é “um dos edifícios mais gloriosos”, que já viu.

    Recorde-se que na passada sexta-feira a RTP denunciou o alegado rasto de destruição deixado pela rodagem do filme no Convento, bem como alegados desvios de funcionários pela diretora do Convento, e também desvio de dinheiro das bilheteiras por funcionários.
    As acusações já terão resultado numa investigação ao sucedido”

  7. Exige-se no mínimo a responsabilidade civil desta e de outras atrasadas mentais. Quem nomeia e dá cobertura a este tipo de irresponsabilidade na Administração Pública. Só um sistema corrupto que nomeia em função do seguidismo e da herança familiar pode conceber uma tonta a dirigir que é que fosse. Este ardeu mas outros monumentos irão cair aos bocados veja-se o Palácio Foz em pleno centro da capital e a sua utilização descabida de qualquer racionalidade.

  8. Esta Senhora Diretora tem noção do crime lesa Patimónio cometido ?
    E os seus Superiores hierárquicos que responsabilidaddes assumem neste triste episódio ?
    Demitam ou demitam-nos !

  9. Vamos por partes:
    – Estragos na pedra: Não vi na reportagem nada que indique estragos irreversíveis, há, muito naturalmente, e não é só naquele claustro mas sim por todo o monumento, um “apodrecer” da pedra que sofre com as condições climatéricas, estamos a falar de uma pedra com 500 anos, um calcário macio que muito sofre com a humidade, com o calor e com o fungo da pedra, o Convento de Cristo deveria ter uma equipa permanente de restauro, não só para solucionar estas situações mas também para ter uma acção preventiva permanente, mas disso ninguém fala….. não só este monumento, todos os outros deveriam ter esta equipa, se calhar assim poupava-se muitos milhares de euros em restauros normalmente feitos quando as situações são irremediàveis ou quase, curiosamente não é o caso.
    – As àrvores mencionadas são pouco mais que arbustos e a sua existência em canteiros dentro do claustro trariam se calhar a médio/longo prazo mais prejuízo ao pavimento do que beneficio, pelo que foi dito pela Direcção do monumento, o seu corte já estava (e bem) previsto antes destas filmagens.
    – As telhas partidas são facilmente substituíveis, não pensem as pessoas que estamos a falar de um telhado com 500 anos, nada disso, ainda há muito poucos anos foi substituído, isso é facilmente comprovável pelas fotografias do local.
    – A meu ver a situação mais gravosa foi efectivamente a autorização para efectuar a fogueira, embora me pareça e dado o que foi dito pelo conservador do Convento de Cristo, foram tomadas todas as precauções para que o claustro não sofresse o menor dano
    Por último, não quero deixar de referir que há um claro aproveitamento desta situação por terceiros para por em causa a direcção do Convento de Cristo, é lamentável, assim como é desprezível ver pessoas com cara e voz distorcida em frente às câmaras de televisão a lançar todo o tipo de acusações, é minha opinião que se as pessoas acreditam estar na posse de elementos que indicam ilícitos legais devem dirigir-se às autoridades competentes e denunciar o caso para que seja investigado e não vir á praça pública.

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