Economia Regiões

Abrantes: Fecho do posto dos CTT é “medida desprovida de qualquer sentido”

Presidente da Junta de Alferrarede apelou à “mobilização popular” para evitar o fecho da loja dos CTT em Abrantes. Decisão dos Correios será “irrevogável”, diz a presidente da Câmara.

O fecho de dois balcões dos CTT no distrito de Santarém continua a causar celeuma, sobretudo entre autarcas e populações. A empresa anunciou este mês o encerramento das lojas de Alpiarça e Alferrarede, esta última no concelho de Abrantes, para além de outras 20 em todo o país. Num comunicado, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, deu conta de que a decisão dos Correios é “irrevogável”, após um pedido de explicações à companhia liderada por Francisco de Lacerda. A autarca está em “total discordância” com a decisão.

Em simultâneo, o presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, citado pela agência Lusa esta quinta-feira, apelou à mobilização popular contra o fecho do estabelecimento do concelho de Abrantes: “Depois do diálogo institucional e de reuniões entre o presidente da Junta e da Câmara com a administração dos CTT, estes mostraram-se irredutíveis relativamente ao fecho desta loja, pelo que vamos apelar à mobilização popular e a todas as entidades possíveis para que tentem reverter uma medida desprovida de qualquer sentido e que prejudica claramente as populações”, afirmou Bruno Tomás.

A Câmara Municipal de Abrantes chegou a dar como alternativa aos CTT a possibilidade de usarem um edifício municipal ou privado para instalação do posto dos correios de Alferrarede, mas a proposta terá sido rejeitada pela empresa. Os CTT propuseram-se, em dezembro, a levar a cabo um plano de reestruturação que deverá resultar na saída de até 1.000 trabalhadores da empresa até ao final desta década. Em causa, sucessivos trimestres de resultados pouco satisfatórios, com quedas acentuadas nas receitas e nos lucros devido à quebra natural do volume do correio. O fenómeno é explicado com a digitalização das comunicações.

O objetivo da empresa é ter as 22 lojas fechadas até ao final de março, uma forma de centralizar operações e, eventualmente, diminuir custos. A loja de Tomar, para já, não estará em causa. Ainda assim, Hugo Costa, deputado tomarense na Assembleia da República, da bancada do PS, veio defender o não encerramento dos balcões num recente artigo de opinião, como referiu a Tomar TV esta semana. O socialista culpa o “anterior Governo” e a privatização da empresa pela decisão de agora de fechar estes balcões dos CTT.

Tomar TV
Tomar TV
Redação da Tomar TV.
https://www.tomartv.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *